Os ponteiros da memória gritam
Giram lágrimas gritantes
O meu retrato é cínico.
As vozes empurram-me o ombro.Choro sozinho e perdido...
Ah, preciso de um abrigo !
Preciso de saltar-me.
Mergulhar, sorrir...
Quero ouvir...
Ah, memória,
Deixa-me partir !
Já só oiço a morte.
No meu braço pálido acontecem relâmpagos escuros,
Segredos obscuros.
A morte é um corte !
Ele sai para cima,
O braço pende
A cabeça vive
A sorte comete-se
Igor Silva, 10/01/2012

